
A copa de 1990 foi uma das piores edições deste torneio. Aquela que registra a menor média de gols da história da competição, foi dominada pelas formações defensivas das equipes que a disputaram. A Argentina depositava todas as fichas na participação de Goicochea para a decisão de pênaltis e em lampejos circunstanciais de Maradona. o Brasil empregava um futebol sem brilho, buscando jogar no contra-ataque e a grande sensação que era a Holanda, vencedora da Eurocopa dois anos antes, e que tinha em sua escalação três dos melhores jogadores da época, Gullit, Van Basten e Rijkaard, decepcionava empatando contra Egito e Eire e classificando-se em terceiro de seu grupo.
A seleção que dominou as atenções durante aquele torneio foi o time alemão, que começou com duas goleadas contra a Iugoslávia e os Emirados Árabes e seguiu como favorita até a vitória final. O time comandado por Beckenbauer, que se tornaria o segundo homem a vencer a Copa no campo e no comando do banco, tinha como pilares centrais, três jogadores que, assim como os atletas da Holanda, brilhavam no futebol italiano. Por coincidência, era também em um time de Milão que Matthaus, Brehmme e Klinsmann se destacavam. Durante os últimos anos da década de 80 e os primeiros da década seguinte, a Internazionale de Milão desafiou o Napoli de Maradona e o Milan dos holandeses, vencendo um campeonato italiano e uma copa da Uefa, sob a regência de seu trio tedesco e sob o comando de um velho conhecido dos milanistas, Giovanni Trapatoni, campeão europeu pelos rossoneri e como técnico com a Juventus de Platini. Com um futebol consistente e pragmático, Trapatoni fez a Internazionale retomar seus anos de glória, cujo auge eram os tempos de Helenio Herrera, quando os neroazzuri conquistaram a Europa por duas vezes seguidas.
Brehme era um ala que criava situações de perigo pela esquerda com suas descidas, chutes e passes milimétricos. Klinsmann era um centroavante que fazia juz a sua alcunha de "KataKlinsmann", explodindo as defesas adversárias com sua força, mas também com sua boa técnica e inteligência. Mas era com Lothar Matthaus que se condensava a personalidade da equipe interista. Trapatoni costumava dizer que não trocaria o alemão por Maradona ou Platini. Exageros à parte, aquele período marcou uma fase aúrea para Matthaus. Se em 86 ele se notabilizara por participar da final da Copa com a incumbência de anular Diego Maradona, quatro anos mais tarde, Matthaus, tornara-se o homem a ser marcado. Mas era a sua versatilidade em poder participar das ações ofensivas e defensivas de sua equipe, que tornavam Matthaus o protótipo do "novo modelo" de jogador que se inaugurava naquele tempo. Seu sucesso na Copa o ajudou a vencer o prêmio como o melhor jogador da Copa e de inscrevê-lo como o melhor do mundo naquele período. Os tifosi da Inter apenas se orgulhavam de seu sucesso e do sucesso da Alemanha, que carregava seu trio como alma e coração da equipe nacional. O ponto alto aconteceu justamente em Milão, durante a Copa de 90, quando nas oitavas-de-final se enfrentaram Alemanha x Holanda, ou seria melhor dizer Internazionale x Milan? E uma vitória da Alemanha nunca deve ter sido tão festejada por parte da Itália como aquela que levou Matthaus, Brehme e Klinsmann para as quartas, enquanto os astros do Milan, saiam derrotados de San Siro.
Nos posts a seguir, uma coleção de compactos que marcam as vitórias da Internazionale no campeonato italiano e na Copa da Uefa conquistadas pela equipe de Trapatoni.
A seleção que dominou as atenções durante aquele torneio foi o time alemão, que começou com duas goleadas contra a Iugoslávia e os Emirados Árabes e seguiu como favorita até a vitória final. O time comandado por Beckenbauer, que se tornaria o segundo homem a vencer a Copa no campo e no comando do banco, tinha como pilares centrais, três jogadores que, assim como os atletas da Holanda, brilhavam no futebol italiano. Por coincidência, era também em um time de Milão que Matthaus, Brehmme e Klinsmann se destacavam. Durante os últimos anos da década de 80 e os primeiros da década seguinte, a Internazionale de Milão desafiou o Napoli de Maradona e o Milan dos holandeses, vencendo um campeonato italiano e uma copa da Uefa, sob a regência de seu trio tedesco e sob o comando de um velho conhecido dos milanistas, Giovanni Trapatoni, campeão europeu pelos rossoneri e como técnico com a Juventus de Platini. Com um futebol consistente e pragmático, Trapatoni fez a Internazionale retomar seus anos de glória, cujo auge eram os tempos de Helenio Herrera, quando os neroazzuri conquistaram a Europa por duas vezes seguidas.
Brehme era um ala que criava situações de perigo pela esquerda com suas descidas, chutes e passes milimétricos. Klinsmann era um centroavante que fazia juz a sua alcunha de "KataKlinsmann", explodindo as defesas adversárias com sua força, mas também com sua boa técnica e inteligência. Mas era com Lothar Matthaus que se condensava a personalidade da equipe interista. Trapatoni costumava dizer que não trocaria o alemão por Maradona ou Platini. Exageros à parte, aquele período marcou uma fase aúrea para Matthaus. Se em 86 ele se notabilizara por participar da final da Copa com a incumbência de anular Diego Maradona, quatro anos mais tarde, Matthaus, tornara-se o homem a ser marcado. Mas era a sua versatilidade em poder participar das ações ofensivas e defensivas de sua equipe, que tornavam Matthaus o protótipo do "novo modelo" de jogador que se inaugurava naquele tempo. Seu sucesso na Copa o ajudou a vencer o prêmio como o melhor jogador da Copa e de inscrevê-lo como o melhor do mundo naquele período. Os tifosi da Inter apenas se orgulhavam de seu sucesso e do sucesso da Alemanha, que carregava seu trio como alma e coração da equipe nacional. O ponto alto aconteceu justamente em Milão, durante a Copa de 90, quando nas oitavas-de-final se enfrentaram Alemanha x Holanda, ou seria melhor dizer Internazionale x Milan? E uma vitória da Alemanha nunca deve ter sido tão festejada por parte da Itália como aquela que levou Matthaus, Brehme e Klinsmann para as quartas, enquanto os astros do Milan, saiam derrotados de San Siro.
Nos posts a seguir, uma coleção de compactos que marcam as vitórias da Internazionale no campeonato italiano e na Copa da Uefa conquistadas pela equipe de Trapatoni.
